| Segunda-feira | Nm 11:1-35 |
| Terça-feira | 2Re 4:8-16 |
| Quarta-feira | 2Re 4:17-37 |
| Quinta-feira | 1Tm 2:1-8 |
| Sexta-feira | Tg 1:22-25 |
| Sábado | 1Re 17:8-24 |
Introdução
A viúva de Sarepta observou uma coisa que na maioria das vezes as pessoas não observariam: a Palavra de Deus estava na boca de Elias. Apesar de o milagre da ressurreição do seu filho ter sido o causador disto, outrora Elias já havia feito um milagre, a saber, o alimento e a água que não acabaram. O que teria feito com que esta mulher visse em Elias a verdade da Palavra de Deus? E o que é, hoje, em pleno século XXI, viver esta verdade da Palavra de Deus?
O contexto de nossa história ainda é o deixado pelo último estudo. Elias estava em Querite quando a fonte secou e Deus lhe ordenou que saísse e fosse para Sarepta, onde uma viúva o sustentaria. Provavelmente aqui temos outra crise espiritual para um homem sujeito às mesmas paixões que outros. Deus o estaria tirando do meio de corvos, imundos segundo a lei, e mandando-o para viver no meio de um povo pagão e longe do Senhor. Será que hoje estamos preparados para obedecer como Elias?
Um milagre normal
Extremamente marcante foi o encontro entre Elias e a viúva designada por Deus. Nosso profeta se encontra frente a frente com uma mulher queixosa e rabugenta. Também não era para menos: tornando-se viúva, ela passa a ser mal vista pela sociedade, além de arcar com toda a responsabilidade de criar um filho, inclusive tendo que o sustentar. Nada fácil, não?!
A fome era algo que já assolava aquela região. A ida de Elias para aquele lugar consistia em ensinamentos para ele, mas também levaria aprendizado para a vida daquela mulher.
Quando Elias pediu de comer para aquela viúva, descobriu que naquela casa faltava comida. Deus operou de tal forma que trouxe salvação. O problema é que aquele milagre se tornou tão natural para a mulher que ela não se lembrou dele quando seu filho adoeceu, e logo quis culpar Elias e o seu Deus, necessitando de um novo milagre para reacender a sua fé.
Quantas vezes nos comportamos como aquela viúva. Acostumamo-nos com o milagre da salvação eterna e, deparando-nos com os problemas, queixamo-nos com Deus do que ele tem feito de nós. Ou quantas vezes nos acostumamos com o sustento diário e não vemos ali a mão de Deus para as nossas vidas.
Algumas vezes (talvez a maioria), fazemos como o povo no deserto. Lembramos da época em que tínhamos mais coisas além da graça de Deus dia a dia nos sustentando. O povo de Israel lembrava-se da época em que estava no Egito, em que tinha alimentação em abundância e podia contar com todo tipo de alimento. Comportamo-nos quase sempre demonstrando estar acostumados à graça e à misericórdia do Senhor todos os dias, e logo queremos algo mais para nós. Somos inclinados às reclamações. Esquecemo-nos facilmente das bênçãos materiais que Deus nos dá todos os dias, pois as achamos corriqueiras demais. Assim também se comportou aquela viúva.
Isaías afirma: “O boi conhece o seu possuidor, e o jumento a manjedoura de seu dono, mas Israel não me entende.” Esta afirmação do profeta denota o quanto estamos distantes de Deus. A falta de conhecimento deste é o que nos faz queixar — principalmente conhecer que Ele é grande e que é bom.
Como você tem encarado a sua salvação? Será que se tornou corriqueira para você? Será que as bênçãos materiais são mais importantes do que as espirituais? E o seu sustento diário? Será que é tão comum que você não consegue ver a mão de Deus?
Acusado injustamente
O capítulo 17 de 1Reis é muito rico em ensinamentos. Parece que cada versículo tem algo novo para nos ensinar. O verso 18 traz a postura da mulher diante da doença que estava assolando seu filho misteriosamente: culpou imediatamente Elias.
Os cristãos primitivos eram perseguidos e injuriados pelo amor ao nome do Senhor Jesus. Vemos em Mateus: “Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa” (Mt 5:11). Muitas vezes poderemos ser acusados de coisas que não cometemos, mas precisamos aprender que tudo isto não passa de artimanhas do inimigo de nossas almas para nos acusar.
Elias fez o que todos nós deveríamos fazer: buscou a orientação de Deus. Ele não ficou reclamando pelos cantos, ou fazendo rebelião contra aquela mulher, mas colocou-se diante do problema e de seu Deus e clamou. Percebe-se, como outrora já foi afirmado, que sua oração mostra toda a súplica e tristeza de sua alma. Mas a questão aqui é que ele fez isto diretamente com Deus; é isto que nosso Deus nos pede.
Muitos salmos de Davi relatam sua queixa diante de Deus. E, em sua maioria, nos mesmos poemas o salmista encontra a resposta vinda de Deus.
No período em que o Brasil estava vivendo grandes greves, eu via muitos “cristãos” indo para a frente de fábricas e indústrias para reclamarem. Cheguei a ver pela televisão um crente agredindo uma pessoa para defender seu ponto de vista. Volto a repetir: Deus não precisa que demos nosso “jeitinho”. O Senhor deseja que tenhamos vidas inteiras derramadas sobre seu altar, com “súplicas, orações, intercessões e ações de graças” por todos os homens (1Tm 2:1-3). Foi exatamente o que Elias fez.
Quando se está na presença de Deus, não há necessidade de se apelar para artimanhas humanas para se conseguir aquilo que se quer. Como temos nos comportado quando somos acusados de alguma coisa? Como reagimos quando nossa fé é testada com injúrias e difamações no ambiente onde convivemos?
O testemunho de Elias
Os versículos 18 a 24 narram um grande milagre aos olhos humanos. Não sei se hoje as pessoas que se dizem ressurretas merecem toda a minha confiança, mas sei que Deus é suficientemente poderoso para fazer o que quiser.
Após ter sido acusado injustamente, Elias procurou imediatamente ajudar aquela que lhe acusava. Uma coisa que devemos aprender nesta lição é que o servo de Deus não pode de modo algum negar ajuda, nem aos que lhe tragam acusações. Muito embora sendo uma acusação injusta contra Elias, ele manteve-se como bom servo de Deus, pronto para ajudar.
O versículo 22 mostra o Senhor ouvindo o clamor de Elias. Ele clamara pela vida daquele menino, e Jeová lhe ouviu. Será que hoje temos clamado pelas pessoas que nos cercam? Aquele menino pertencia a uma nação pagã, longe de Deus. Hoje, temos milhares de pessoas que estão ao nosso lado, que não pertencem ao reino celestial, mortas pelo pecado, precisando que se clame pelas suas vidas.
É bom dizer para as pessoas que estamos orando por elas. Muitos semblantes melhoram por saberem que tem alguém que se importa com seus problemas. Elias mostrou inteira preocupação com a dificuldade que a viúva estava passando. Temos nos preocupado com aqueles que estão ao nosso redor? Ou será que achamos nossos problemas grandes demais? Elias tinha tudo para achar isto, mas ainda assim clama a Deus por aquele menino.
Reconhecendo um homem de Deus
O grande ponto desta passagem é o versículo 24. Aqui encontramos a mulher dizendo que reconhecia Elias como homem de Deus, pois a palavra deste estava no profeta. Claro que ela falava isto por causa do milagre da ressurreição de seu filho. Mas podemos tirar daqui algumas lições maravilhosas.
O que mostra que somos servos do Senhor, ou que nossa igreja é a verdadeira diante de Deus, não são os milagres que ocorram, mas a veracidade da palavra de Deus em nossas vidas. Há muitas igrejas que gostam de dizer coisas do tipo: “Venha para a igreja tal que será curado”. As pessoas precisam saber que não são igrejas que operam milagres, mas Jesus.
Certo dia estava em um hospital, ajudando um jovem que passava mal, quando uma senhora virou-se para ele, como que debochando de mim, e disse: “Você precisa ir para uma igreja que pregue a cura e a libertação, uma igreja com poder de verdade”. A verdade é que toda igreja que se preze deve pregar a cura e a libertação, porém nem sempre isto quer dizer que seja de um modo físico.
Igrejas que mais pregam sobre curas e libertações são aquelas cujos crentes são menos alimentados da palavra. Igrejas em que até a certeza de salvação é colocada em dúvida. Em que nunca se prega sobre o comportamento santo do crente, acreditando que santidade se mede pelo tamanho da saia, ou por não beber ou fumar, ou porque os pregadores usam sempre terno, ou coisas semelhantes a estas. Uma igreja e, principalmente, um homem de Deus precisam ser reconhecidos pela Palavra de Deus. Será que você pode dizer que é reconhecido como servo do Senhor? Qual a sua preocupação com a Palavra de Deus?
Aplicação
Nesta lição temos muitas aplicações práticas. Queremos destacar somente a necessidade de mantermos um testemunho vivo da presença de Deus. Este testemunho começa com a nossa compaixão pelas almas perdidas, daqueles que estão distantes de Deus.
Também precisamos lembrar que nossa ação é muito importante para que possamos obter a confiança das pessoas. Não podemos ficar de braços cruzados diante de quadros assustadores de pessoas que estão morrendo por causa de catástrofes de todos os tipos.
A compaixão e a ação devem ser seguidas da pregação da Palavra em verdade. O mundo precisa saber que somente em Deus podemos encontrar toda a verdade de que precisamos, e que esta verdade está em sua palavra, e esta precisa estar em nós.
