| Segunda-feira | Ef 6:10-17 |
| Terça-feira | 2Tm 2:1-7 |
| Quarta-feira | Jz 7:1-25 |
| Quinta-feira | Sl 125:1-5 |
| Sexta-feira | 1Re 18:17-29 |
| Sábado | 1Re 18:30-46 |
Introdução
O cenário agora começa a sofrer mudanças. Elias conversa com Acabe e pede para estar diante do povo de Israel e dos profetas de Baal e Aserá. Antes, porém, ele precisava falar alguma coisa ao povo. Suas palavras são duras e mostram toda a indignação que Deus tinha com a condição em que estava o povo de Israel. Esta cena foi a mais famosa deixada pelo nosso profeta. Aqui vemos o ápice do ministério de Elias. E notamos que Deus estava guiando cada passo do tesbita. O poder de Deus fazia parte da vida de Elias, e nesta passagem ele mostra o que é estar realmente no centro da vontade de Deus, como já estudamos.
Algumas coisas precisam ser feitas para se enfrentar as forças do mal. E isto procuraremos mostrar nesta lição.
Saindo de cima do muro
Proferi uma mensagem que causou certa indignação por parte de algumas jovens, pois nela me referi ao pecado que é o casamento misto. Algumas ficaram tristes porque o namorado de uma delas estava presente. Se quisermos que nossas igrejas sejam vitoriosas, precisamos sair de cima do muro com relação ao pecado. Claro que amava a todos os jovens daquela igreja, como amo a todos até hoje. Mas não podemos, em nome do amor, deixar de pregar as verdades eternas.
O problema de Israel com Elias era que a nação estava em cima do muro com relação ao pecado de Acabe e de Jezabel. Embora proferissem o nome do Senhor, em seus pensamentos havia outro senhor: Baal. Por isto Elias disse: “Até quando vocês ficarão pulando de um lado para outro?”
Jesus afirmou que ninguém pode servir a dois senhores. Sei que ele falou isto se referindo a questões materiais. Mas creio que vale para muitas outras áreas de nossa vida. O crente em Cristo Jesus precisa tomar uma decisão definitiva, não pode ficar em dúvida sobre alguma coisa, pois dúvida é falta de fé, e falta de fé é pecado (Rm 14:23).
Outro problema que podemos ver dentro de nossas igrejas é o problema da leviandade cristã. Existe muita inconstância em nosso comportamento. Somos muito espirituais diante da igreja e de nossos irmãos, mas nos comportamos fracamente diante da sociedade, do trabalho ou da escola. Isto é um comportamento leviano. Devemos sair de cima do muro de nosso comportamento espiritual.
O povo de Israel estava se comportando como leviano, e Elias sabia bem disto, pois Deus já o havia revelado.
Assumindo o senhorio de Deus
As outras palavras de Elias refletem mais um passo que devemos dar para se enfrentar as forças do mal: “Se o Senhor é Deus, segui-o...”. Nosso profeta sabia muito bem o que era assumir o senhorio de Deus. Ele sabia o que era ser sustentado na seca, e ainda ser instrumento para os milagres de Deus.
Hoje, em nossas igrejas, chamamos as pessoas para aceitarem a Cristo como Salvador de suas vidas, mas muitos são os pregadores que se esquecem de chamá-las para o aceitarem como Senhor. Não posso dizer que a culpa esteja inteiramente no pregador; afinal de contas, a Bíblia é repleta de passagens que falam do senhorio de Cristo e do Senhor nosso Deus. Creio que o grande problema de nossas vidas é porque não assumimos este senhorio.
Assumir o comando do Senhor dos Exércitos implica em não ficarmos preocupados com o que as pessoas vão pensar. O povo de Israel ficava em cima do muro por causa da postura de Acabe e Jezabel, e ao mesmo tempo lembravam-se dos livramentos e dos milagres que Deus operara no passado.
Se nos lembrássemos mais da obra grandiosa de Cristo para nos salvar, talvez teríamos menor dificuldade em assumir este senhorio em nossas vidas. Temos hoje vivido de forma a mostrar que Deus é o Senhor?
Não fugir da batalha
É triste ver o medo nos olhos de muitos “crentes” quando se fala em pessoas possessas. Pastores e líderes fugindo de enfrentar o grande inimigo de nossas almas. Como podemos estar vivendo uma batalha espiritual se estamos fugindo dela?
Claro que uma igreja verdadeiramente santa não vive tendo pessoas possuídas todos os dias e em todos os cultos. Mas, em contrapartida, não se pode negar que o Diabo tem enviado seus anjos para atacarem em todos os lugares, inclusive na Igreja de Cristo.
Elias mostrou-se tranquilo e não tentou fugir da batalha que estava por enfrentar. Claro que ele tinha suas fraquezas, como já foi dito e será detalhado mais adiante; mas seu coração estava voltado para cumprir o mandamento do Senhor.
Claro que às vezes se veem coisas que não se quer nestas batalhas. Elias passou pelo mesmo problema. Foi deprimente ver pessoas se retalhando para agradar um deus que não existe e que nada podia fazer por elas. Um ditado árabe diz: “Enfrenta o sol de frente e as sombras cairão atrás de ti”. Quantos são os cristãos que têm fugido da batalha!
Conhecendo o inimigo
Paulo afirma que nossa luta não é contra a carne e o sangue. Muitas pessoas ficam tristes quando se estuda sobre o Diabo e seus anjos dentro da Igreja. Mas, na realidade, devem-se conhecer bem os inimigos que se enfrenta.
Deus colocara Elias na casa da viúva de Sarepta, em Sidom, terra da rainha Jezabel, sede principal da adoração a Baal. Creio que isto tenha servido de treinamento e de estudo a Elias, para que ele pudesse estar preparado para aquele momento.
Elias sabia da impotência de Baal, pois ele não existia. Mas sabia que posição ele ocupava para aquele povo todo. Baal era considerado o deus da chuva; não foi à toa que o Senhor fechou os céus e mostrou quem é que comanda tudo.
Nossas igrejas sabem pouco sobre seus inimigos. Dr. Russell Shedd escreveu um livro que trata sobre os três inimigos básicos do homem: o mundo, a carne e o diabo. Conhecendo o inimigo, pode-se trabalhar melhor dentro da obra de Deus, pois saberemos como agir diante dos ataques que sofreremos.
Reparando o altar do Senhor
Um fato bem interessante no texto em questão foi quando os profetas de Baal encerraram sua parte e nada aconteceu. A primeira coisa que Elias fez foi restaurar o altar que estava destruído.
Tal ocorrido deveria servir de lição para cada um de nós. Muitas são as pessoas que afirmam que estar na igreja não é importante, pois o que vale é ter pensamento positivo em Deus. Todavia, estas pessoas esquecem que estar diante de Deus em uma igreja, junto com outros, é estar diante do altar do Altíssimo. Elias convidou o povo para se aproximar e restaurou o altar do Senhor.
O grande simbolismo da reparação do altar está em reparar o culto ao Senhor. Quantas igrejas hoje têm um culto de altar quebrado — quebrado pelo tradicionalismo infundado; quebrado pela irreverência para com o nosso Deus; quebrado pela falta de alegria na presença do Senhor. Necessitamos urgentemente restaurar o altar do Senhor.
Fui membro de uma igreja que tinha um culto muito equilibrado. Foi talvez um dos momentos mais belos que vivi em termos de comunhão. No começo havia muito estrelismo, muito barulho e sem a devida reverência. Mas, com o passar do tempo, fomos restaurando o altar. Sei que não alcançamos a perfeição, mas era um culto alegre, porém muito reverente. Claro que, para muitas igrejas, nosso culto parecia irreverente. Para outras, era frio e tradicional. Porém, aí está o equilíbrio: quando se estiver no meio, sempre se será oposto às extremidades.
Apossando-se do poder de Deus
Após a vitória sobre os profetas, vemos a expressão: O poder do Senhor veio sobre Elias. Isto denota algo importantíssimo. Elias, mesmo após sua vitória, continuou pronto para batalhar. Nosso herói sabia que vencer uma batalha não era vencer a guerra ainda.
Elias tomou posse do poder de Deus porque ele sabia qual era a vontade de Deus. A palavra do Senhor para ele havia sido bem clara. Hoje temos pessoas que dizem ter poder e força da parte do Senhor, mas falam e fazem coisas completamente fora da Palavra de Deus. Isto não é tomar posse do poder de Deus. Deve-se conhecer a vontade de Deus mediante um estudo sério da sua Palavra, e não com revelações que, lamentavelmente, muitas vezes estão distantes das Escrituras.
Também não podemos tomar posse do poder de Deus sem uma vida que caracterize santidade. Elias era profeta e se vestia e comportava como profeta. Nós somos a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido; e devemos nos comportar de tal maneira que as pessoas reconheçam isto em nós.
Aplicação
Nossa luta realmente não é contra o sangue. Mas devemos buscar uma vida tal que possa refletir toda a vontade de Deus em nosso dia a dia. Claro que não é todo dia que enfrentaremos o Diabo e seus anjos, mas precisamos sempre estar preparados para a batalha.
Sem medo e conscientes de qual é a vontade de Deus, com certeza poderemos estar preparados para a batalha. Não tente fugir da batalha, nem jogar a responsabilidade somente para pastores e líderes dentro da igreja. Você pode sair vitorioso se tiver feito o que estudamos nesta lição de hoje.
Bibliografia
- PETERSEN, William J. Elias, um homem nas mãos de Deus. São Paulo/SP: Vida Nova, 1993.
- TUCKER, Ruth A. ...E até aos confins da terra — uma história biográfica das missões cristãs. São Paulo/SP: Vida Nova, 1986.
